A introdução de um novo algoritmo específico para os Estados Unidos pelo TikTok tem gerado preocupações sobre a censura digital. O controle da plataforma foi transferido para a joint venture TikTok USDS, que conta com investidores de grandes empresas de tecnologia dos EUA, como a Oracle, enquanto a empresa-mãe chinesa ByteDance mantém uma participação de 19,9%. Essa mudança é apresentada como uma medida para atender à legislação americana, visando proteger dados dos usuários e evitar interferências políticas da China.
No entanto, muitos dos 200 milhões de usuários do TikTok nos EUA expressam receios sobre a possibilidade de que figuras políticas, incluindo aliados do ex-presidente Donald Trump, possam utilizar esse novo controle algorítmico para silenciar vozes críticas. A preocupação é que a plataforma possa se tornar um meio para manipulação da discussão política, semelhante ao que foi acusado a China. Isso levanta questões sobre a transparência e a liberdade de expressão na era digital.
As implicações dessa mudança são significativas, uma vez que a censura pode não se manifestar apenas na restrição da fala, mas na invisibilidade do conteúdo. A maneira como o algoritmo opera poderá determinar quais vozes são ouvidas ou silenciadas, afetando a dinâmica política e social nos EUA. À medida que o debate sobre liberdade de expressão se intensifica, a sociedade civil será desafiada a responder a essas novas formas de controle.

