No dia 10 de janeiro, o governo da Nicarágua anunciou a libertação de dezenas de presos políticos, em resposta a uma declaração da embaixada dos Estados Unidos em Manágua que pedia a soltura de detidos injustamente. A comunicação oficial do governo não especificou os nomes dos libertados nem as circunstâncias de suas detenções.
Em meio a comemorações dos 19 anos de Daniel Ortega no poder, o governo alegou que a libertação é um reflexo de seu compromisso com a paz e a convivência familiar. No entanto, a situação política permanece tensa, com órgãos de direitos humanos denunciando a detenção de pelo menos 61 pessoas por protestos em apoio à captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Ortega.
As implicações dessa libertação são significativas, uma vez que a repressão política na Nicarágua tem atraído críticas globais. Especialistas da ONU têm exigido que o governo de Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, respondam por graves violações de direitos humanos. A libertação pode ser vista como uma tentativa de melhorar a imagem do governo nicaraguense diante da pressão internacional, mas a opressão continua a ser uma realidade para muitos dissidentes.

