Nicarágua libera prisioneiros após pressão da embaixada dos EUA

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

No dia 10 de janeiro de 2026, o Ministério do Interior da Nicarágua anunciou a libertação de dezenas de prisioneiros, em um movimento que ocorre sob crescente pressão dos Estados Unidos sobre o governo de Daniel Ortega. A embaixada americana havia expressado preocupação sobre a detenção de mais de 60 indivíduos considerados injustamente encarcerados, incluindo pastores e idosos.

O contexto da libertação é marcado por uma repressão contínua desde os protestos de 2018, quando o governo nicaraguense intensificou a perseguição a opositores e líderes religiosos. Além disso, uma ONG de direitos humanos informou que pelo menos 61 pessoas foram presas recentemente por expressarem apoio à captura de Maduro nas redes sociais. Essa situação evidencia a fragilidade das liberdades civis no país e a resistência do governo em face da pressão externa.

As implicações dessa libertação são significativas, pois podem indicar uma tentativa do governo de melhorar sua imagem internacional diante das críticas. Contudo, a repressão sistemática e o fechamento de milhares de organizações nos últimos anos permanecem como questões centrais. O futuro político da Nicarágua permanecerá incerto, com a comunidade internacional observando atentamente as ações de Ortega e suas repercussões internas e externas.

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