Neste sábado, 10 de janeiro, o governo da Nicarágua, liderado por Daniel Ortega e Rosario Murillo, anunciou a libertação de ‘dezenas’ de presos políticos. A decisão surgiu um dia após a embaixada dos Estados Unidos em Manágua afirmar que mais de 60 pessoas permanecem injustamente detidas ou desaparecidas no país. Esta ação coincide com o 19º aniversário do governo Ortega, e é vista como uma resposta à pressão internacional sobre a situação dos direitos humanos na Nicarágua.
A libertação, que inclui pelo menos sete opositores confirmados, foi relatada por vários meios de comunicação locais e organizações de direitos humanos. A medida foi anunciada como um símbolo de compromisso com a paz e a convivência familiar, mas a falta de transparência sobre os libertados gera preocupações. Além disso, a ONG que acompanha os presos políticos indicou que ainda há 19 pessoas detidas, e a oposição continua a exigir a libertação imediata de mais detentos.
O cenário político na Nicarágua permanece tenso, com os EUA e outras organizações internacionais intensificando a pressão sobre o governo Ortega-Murillo. Recentemente, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA destacou as violações de direitos humanos e a falta de democracia no país. A libertação dos presos políticos pode ser um passo, mas a situação requer monitoramento contínuo e ações adicionais para garantir a liberdade de todos os detidos injustamente.

