O neurocientista Ben Rein, de Buffalo, Nova York, está empenhado em demonstrar que a interação social não apenas proporciona bem-estar, mas também pode acelerar a recuperação de condições sérias como AVC, câncer e problemas cardíacos. Durante uma conversa, ele expressou sua frustração com a disseminação de informações imprecisas sobre neurociência nas redes sociais, onde conceitos como ‘jejum de dopamina’ e ‘aumento de serotonina’ são frequentemente mal interpretados.
Rein destacou um vídeo que viu recentemente, onde uma pessoa alegava que reestruturar a dor como ‘neurofeedback’ ativa uma parte do cérebro ligada ao registro da dor, uma afirmação que ele considera infundada. Em resposta, ele usou sua plataforma no Instagram para chamar a atenção dos criadores de conteúdo, pedindo que deixassem a neurociência de lado quando não têm conhecimento preciso. O neurocientista acredita que a presença de cientistas competentes na internet é crucial para educar o público sobre a ciência de forma responsável.
A mensagem de Rein ressalta a necessidade de um diálogo mais fundamentado sobre saúde mental e física, especialmente em uma era marcada pela desinformação. A promoção de um entendimento mais claro sobre a importância das relações sociais na saúde pode contribuir para a diminuição do isolamento e do uso excessivo de tecnologia. Essa abordagem não só visa melhorar a qualidade de vida das pessoas, mas também reforça a necessidade de um discurso científico baseado em evidências.

