O navio-hospital chinês Ark Silk Road finalizou sua estadia no Porto do Rio de Janeiro em 15 de janeiro de 2026, onde esteve desde o dia 8. Embora a missão tenha sido oficialmente apresentada como humanitária, a presença de equipamentos de vigilância a bordo gerou preocupações entre as autoridades brasileiras, que levantaram questões sobre os reais objetivos da visita da embarcação.
A autorização para a atracação foi concedida após uma solicitação diplomática da China, que não detalhou os propósitos da missão. Essa falta de clareza, somada ao contexto de crescente tensão geopolítica na América Latina, gerou desconforto no Itamaraty e na Marinha, que temiam que o navio estivesse reunindo informações estratégicas sobre a infraestrutura portuária e rotas marítimas brasileiras.
A situação evidencia a importância de uma maior transparência nas relações bilaterais, especialmente entre países que não possuem acordos de cooperação formal, como Brasil e China. O episódio ressalta a necessidade de vigilância constante sobre atividades que possam comprometer a segurança nacional, numa região já marcada por complexidades diplomáticas.

