Museu belga nega devolução de obra saqueada por nazistas

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

O Museu de Belas Artes em Gante, na Bélgica, decidiu não devolver o ‘Retrato do Bispo Antonius Triest’, uma obra de Gaspar de Crayer, que pertenceu a um comerciante judeu. Avaliada em 300 mil euros, a pintura está sob custódia do museu desde que foi adquirida após a Segunda Guerra Mundial, e os herdeiros do proprietário alegam que a família não recebeu compensação pela expropriação que ocorreu nas décadas de 1940.

A cidade reconheceu que a obra foi confiscada pelos nazistas, mas argumenta que os herdeiros de Samuel Hartveld já teriam sido indenizados anteriormente, o que fundamenta sua recusa em devolver o quadro. Além disso, a legislação belga estabelece um prazo de três anos para reivindicações de bens roubados, o que complica ainda mais a situação. A comissão que analisou o caso recomendou que a cidade adote uma ‘reparação moral’, mencionando a história da obra em futuras exposições.

Os herdeiros, insatisfeitos com a decisão, afirmam que a comissão não foi transparente e que não há evidências da suposta indenização. Eles esperam que a cidade reconsidere sua posição, enfatizando a importância de reconhecer a origem da obra antes de qualquer negociação futura. Enquanto isso, a ministra belga de Modernização Pública propõe a criação de um comitê permanente para avaliar pedidos de restituição, refletindo uma crescente pressão por justiça em casos de arte saqueada durante o regime nazista.

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