Karem Murielly de Jesus Oliveira, de 34 anos, foi presa em flagrante suspeita de matar a mãe, Maria de Lourdes Alves de Jesus, de 62 anos, a golpes de faca em Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia. Em depoimento à Polícia Civil, ela afirmou que o crime foi motivado por um desentendimento relacionado ao corte de cabelo da filha, de 5 anos.
O homicídio ocorreu na madrugada de domingo (25). Imagens de uma câmera de monitoramento registraram o momento em que Karem chega à casa da vítima, por volta das 3h21, e depois deixa o local, às 5h05.
De acordo com o relato da suspeita à polícia, Maria de Lourdes teria amarrado o cabelo da neta para cortar, o que não foi aceito por Karem. Ainda segundo a versão apresentada, a mãe teria ingerido “veneno de rato” numa tentativa de tirar a própria vida e, em seguida, chamado a filha para socorrê-la.
Karem declarou que avisou à mãe que o produto não causaria morte e afirmou que, nesse contexto, Maria de Lourdes desferiu uma facada em seu pé. Ela contou ainda que a filha de 5 anos teria pegado a faca e entregue a ela. A suspeita admitiu que matou a mãe porque quis e declarou não nutrir amor pela vítima.
O delegado responsável pelo caso, André Veloso, informou que os elementos colhidos até o momento indicam que o crime foi praticado na frente da criança. Segundo ele, a autora não demonstrou arrependimento durante o interrogatório.
Karem foi localizada e presa ainda no domingo, depois de confessar o crime a uma prima. Conforme a investigação, a familiar ligou para a suspeita na manhã do dia 25, quando ouviu dela que havia matado a mãe e que pretendia viajar para Minas Gerais com a filha.
Um vizinho relatou à polícia que, por volta das 3h da madrugada, escutou gritos vindos da casa de Maria de Lourdes. As imagens de segurança confirmam a movimentação da suspeita no imóvel na mesma faixa de horário.
Medida protetiva revogada
O delegado também informou que Maria de Lourdes já havia solicitado medida protetiva contra a filha em ocasião anterior, em razão de conflitos recorrentes entre as duas. Posteriormente, porém, a vítima pediu ao Judiciário a revogação da proteção, após uma reconciliação.
“Tudo indica que o crime aconteceu na frente da neta da vítima e filha da autora, que tem apenas 5 anos de idade. Foram desferidos golpes de faca e ela não demonstrou arrependimento no interrogatório”, afirmou André Veloso.
A criança deverá ser acompanhada por equipes especializadas, e o inquérito segue em andamento para detalhar as circunstâncias do crime e definir a responsabilização da suspeita.

