O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu, nesta sexta-feira (9), a inclusão de João Ricardo Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, na lista vermelha da Interpol, além do bloqueio de seu passaporte. Mendes é considerado foragido desde quarta-feira (7) e foi preso na última segunda-feira (5) no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, portando um documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada. Após audiência de custódia, ele foi solto, mas a situação legal do empresário se complicou com a decisão da Justiça do Rio de Janeiro.
A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de Mendes na quarta-feira (7), com base em uma decisão do juiz André Felipe Veras de Oliveira, que considerou a necessidade de proteger a ordem pública e garantir a aplicação da lei penal. Mendes já havia sido denunciado em maio de 2025 por crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo, e estava respondendo ao processo em liberdade até sua prisão no Ceará. A defesa do ex-CEO alega que ele não descumpriu as medidas cautelares impostas.
O pedido de inclusão na lista da Interpol e o bloqueio do passaporte indicam a gravidade da situação enfrentada por Mendes, que agora pode ser alvo de ações internacionais. A repercussão do caso pode impactar não apenas sua vida pessoal, mas também a imagem da Hurb, uma agência de viagens que já enfrentou desafios no passado. O desdobramento deste caso continuará a ser monitorado pelas autoridades e pela mídia, à medida que novas informações surgirem.

