O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) protocolou nesta segunda-feira uma representação que contesta a escolha de Otto Lobo para liderar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O subprocurador-geral do TCU, Lucas Furtado, argumenta que Lobo teria se posicionado favoravelmente ao Banco Master, que atualmente passa por um processo de liquidação supervisionado pelo Banco Central.
A nomeação de Otto Lobo foi enviada ao Senado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, substituindo João Pedro Barroso do Nascimento, que renunciou ao cargo em julho do ano passado. Lobo, que já atuava como diretor da CVM, havia sido indicado interinamente para a presidência anteriormente. A CVM, quando contatada, não se manifestou sobre a situação.
Caso a representação seja aceita pelo TCU, isso poderá desencadear uma investigação sobre a idoneidade da indicação de Lobo, levando a um alerta formal ao Senado. Essa situação destaca a importância do controle e da transparência nas nomeações para posições chave na regulação financeira do país.

