MP contesta indicação de Otto Lobo para presidência da CVM

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) protocolou uma representação nesta segunda-feira, questionando a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O subprocurador-geral do TCU, Lucas Furtado, fundamentou a ação em reportagens que indicam decisões de Lobo que beneficiaram o Banco Master, atualmente sob liquidação pelo Banco Central.

A nomeação de Lobo foi realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e enviada ao Senado na semana passada, visando substituir o ex-presidente da CVM, que renunciou em julho do ano passado. Com uma longa trajetória na autarquia, Lobo já havia assumido a presidência interinamente anteriormente e sua escolha gerou controvérsias, especialmente em meio à investigação sobre suas decisões passadas.

Caso o TCU aceite a representação, uma apuração será instaurada para investigar as alegações, o que poderá resultar em um alerta formal ao Senado sobre a adequação da escolha de Lobo. O desdobramento dessa situação pode impactar a governança da CVM e a confiança no processo de nomeação de autoridades regulatórias no Brasil.

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