Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, estão em negociações para garantir apoio na derrubada do veto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá anunciar ao projeto de lei da dosimetria. Esse projeto, aprovado no final de 2025, beneficia os condenados pelos ataques de 8 de janeiro, e a expectativa é que o veto seja formalizado em um ato simbólico no Palácio do Planalto.
As articulações entre os parlamentares surgem em um momento delicado, onde a relação entre o Executivo e o Legislativo se encontra tensa. Alcolumbre e Motta já indicaram que possuem o número mínimo de votos necessários para reverter o veto, caso este seja confirmado. A aprovação do projeto de lei foi expressiva, com 291 votos na Câmara e 48 no Senado, o que cria um ambiente de pressão sobre o governo, visto que a derrubada do veto é considerada uma questão de respeito ao Parlamento.
A ausência dos presidentes da Câmara e do Senado no ato de memória em relação aos ataques de 8 de janeiro é interpretada como um movimento cauteloso. O cenário atual levanta especulações sobre como essa situação poderá impactar a dinâmica política nos próximos meses, especialmente com a possibilidade de um confronto direto entre os poderes. A expectativa é de que a resposta do Congresso ao veto de Lula possa definir novos rumos nas relações políticas e legislativas do país.

