O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, confirmou que a votação da PEC da Segurança Pública está agendada para após o recesso parlamentar. Em diálogo com o relator, deputado Mendonça Filho, Motta indicou que ainda há espaço para revisões no texto antes de sua apreciação na comissão especial. Essa decisão surge em meio à pressão do governo para assegurar que elementos fundamentais sejam contemplados na proposta.
A proposta de emenda à Constituição enfrenta um cenário de negociações intensas, pois a base governista definiu ‘linhas vermelhas’ que devem ser respeitadas para a aprovação. Após a saída de Lewandowski do Ministério da Justiça, o governo busca reorganizar sua estratégia para garantir que a PEC não seja desfigurada no Congresso. Motta e Mendonça devem intensificar as conversas com os líderes partidários nas próximas semanas para mapear o ambiente legislativo e ajustar o relatório.
O resultado dessas discussões poderá impactar significativamente a tramitação da proposta, que é vista como prioritária no início do ano legislativo. A expectativa é que a PEC seja deliberada até a primeira quinzena de março, mas a falta de consenso entre as partes envolvidas pode adiar esse cronograma. Assim, a condução da PEC da Segurança se torna um teste importante para a capacidade do governo de articular suas pautas no Congresso.

