Morre Béla Tarr, ícone do cinema lento, aos 70 anos

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O cineasta húngaro Béla Tarr, conhecido mundialmente por suas contribuições ao ‘cinema lento’, faleceu em 6 de janeiro, aos 70 anos. A notícia de sua morte foi confirmada pela Academia de Cinema da Europa, onde ele era membro desde 1997. A causa da morte não foi divulgada, mas a academia expressou seu pesar pela perda de um diretor considerado excepcional e politicamente engajado.

Nascido em Pécs, na Hungria, em 1955, Tarr começou sua carreira no início da década de 1980, destacando-se por retratar a vida das pessoas comuns. Seu filme mais famoso, ‘Sátántangó’, lançado em 1994, é frequentemente citado entre os melhores da história do cinema, mesmo com sua duração de 7 horas e meia. Essa obra, que adapta um romance de László Krasznahorkai, solidificou a estética do cinema lento, já explorada por diretores como Andrei Tarkovsky.

Após se aposentar da direção de longas-metragens em 2011, Tarr se dedicou a projetos multimídia e ao ensino de cinema, influenciando novos talentos na Film.Factory em Sarajevo. Seu trabalho mais recente, ‘Missing People’, envolveu uma instalação artística que abordou temas sociais relevantes. A morte de Tarr representa uma perda significativa para o mundo do cinema, que agora reconhece o impacto duradouro de sua visão artística.

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