Moraes nega pedido de prisão domiciliar a Bolsonaro com base em laudos médicos

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Na quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu negar o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa solicitação se baseava na condição de saúde do ex-presidente, que estava internado para tratar uma hérnia e crises de soluço. Moraes enfatizou que a defesa não trouxe novos elementos que justificassem essa alteração na decisão anterior, já negada em dezembro de 2025.

O ministro pontuou que, de acordo com os laudos médicos apresentados, Bolsonaro não apresentou agravamento de seu estado de saúde, mas, ao contrário, demonstrou melhora. Além disso, Moraes destacou que todas as necessidades médicas de Bolsonaro podem ser atendidas na Superintendência da Polícia Federal, onde ele permanece detido. A decisão causou críticas por parte dos filhos do ex-presidente, que alegaram a necessidade de cuidados contínuos.

Moraes também mencionou que houve descumprimentos de medidas cautelares e tentativas de fuga, o que reforçou a necessidade de que Bolsonaro continuasse a cumprir pena em regime fechado. A negativa de prisão domiciliar se soma a outras decisões anteriores já rejeitadas pelo Supremo sobre o mesmo tema, indicando uma continuidade no processo judicial enfrentado pelo ex-presidente, que pode ter desdobramentos políticos e jurídicos significativos no futuro.

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