O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu arquivar uma representação criminal contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral, e os blogueiros David Ágape e Eli Vieira, envolvidos no caso conhecido como ‘Vaza Toga’. A decisão foi anunciada em 27 de janeiro de 2026, após análise da Procuradoria-Geral da República, que recomendou contra a abertura de inquérito. A representação foi apresentada pela jornalista Letícia Sallorenzo, que alegou ter sofrido ataques digitais relacionados ao caso.
A defesa de Letícia destacou que as publicações dos envolvidos teriam sido utilizadas para deslegitimar o STF e o TSE, insinuando que a jornalista atuava como agente infiltrada no Judiciário. A PGR, no entanto, avaliou que os fatos apresentados não configuravam crimes que justificassem a atuação do STF. Segundo o parecer, questões de honra poderiam ser tratadas através de vias cíveis e criminais individuais, sem necessidade de inquérito na Corte Suprema.
Em sua decisão, Moraes enfatizou que a abertura de investigação requer elementos concretos e tipicidade, que não foram demonstrados no caso. O ministro determinou o arquivamento da representação com base na falta de indícios mínimos de autoria. Essa decisão ressalta a necessidade de cuidados ao se alegar crimes que não se enquadram na competência do STF, mantendo a integridade do sistema judicial.

