O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu anular a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para investigar supostas falhas no atendimento médico ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A determinação do CFM visava apurar denúncias sobre a falta de assistência adequada durante o período em que Bolsonaro está sob custódia em Brasília, após uma queda que resultou em um diagnóstico inicial de traumatismo craniano leve.
Em sua decisão, Moraes enfatizou a importância de que a Polícia Federal ouça o presidente do CFM em até dez dias, o que demonstra a preocupação com a supervisão do atendimento médico ao ex-presidente. O CFM, que é presidido por um médico que apoiou Bolsonaro em sua reeleição, destacou a autonomia do médico assistente como fundamental para a prática médica, ressaltando que influências externas não devem afetar a conduta terapêutica.
A anulação da sindicância ocorre em um contexto em que o CFM expressou preocupação com a saúde de Bolsonaro, enfatizando a necessidade de garantir que o ex-presidente receba cuidados adequados. Moraes já havia autorizado a transferência de Bolsonaro para um hospital para exames neurológicos, evidenciando a atenção contínua sobre sua condição de saúde e a legalidade das ações envolvidas no atendimento ao ex-presidente.

