A Moody’s publicou uma análise em 23 de janeiro de 2026, esclarecendo que os problemas financeiros enfrentados pelo Banco Master e Will Financeira não comprometem a liquidez do Fundo Garantidor de Depósitos (FGC). Contudo, a agência enfatiza que os bancos associados terão que arcar com custos adicionais nos próximos anos para restaurar o equilíbrio financeiro do fundo, o que poderá impactar a liquidez do sistema financeiro.
O relatório da Moody’s destaca que, embora os valores que o FGC terá que pagar a devedores afetem sua liquidez, as consequências são consideradas administráveis. A agência também menciona que o pagamento combinado dos depósitos garantidos dessas instituições reduzirá significativamente o fundo de seguro de depósitos do Brasil, criando custos que serão repassados para os bancos do setor.
Para restabelecer a liquidez, o FGC poderá ativar ferramentas legais, como a antecipação de contribuições ou a implementação de sobretaxas temporárias. Essa revisão nas contribuições obrigatórias é essencial, especialmente quando os recursos líquidos do fundo caem abaixo do índice mínimo de cobertura. A situação exige monitoramento contínuo para garantir a saúde financeira do FGC e do sistema bancário nacional.

