Monitoramento de secretário em Pernambuco gera conflito político

Camila Pires
Tempo: 1 min.

O monitoramento do secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, por policiais civis de Pernambuco, elevou a tensão entre o prefeito João Campos e a governadora Raquel Lyra. A investigação, iniciada a partir de uma denúncia anônima, ocorreu entre agosto e outubro de 2023, e a administração de Campos a classifica como uma tentativa de uso eleitoral das forças policiais.

Os agentes acompanharam Monteiro, utilizando um rastreador em seu veículo e compartilhando informações em um grupo de mensagens. A Polícia Civil alegou que a operação, nomeada ‘Nova Missão’, foi realizada de maneira legal, porém a prefeitura do Recife contestou a legalidade da ação, considerando-a uma tentativa de perseguição política. O advogado de Monteiro buscou esclarecimentos sobre a formalidade da investigação junto à Polícia Civil.

O episódio gerou reações entre parlamentares aliados a Campos, que criticaram a conduta da Polícia Civil, chamando-a de espionagem. A vice-líder do governo Lula na Câmara, Maria Arraes, e o deputado estadual Sileno Guedes, manifestaram apoio ao secretário e questionaram a utilização das forças policiais para fins políticos. A situação ressalta a complexidade das relações políticas em Pernambuco à medida que as eleições se aproximam.

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