Na noite de quinta-feira, um míssil balístico Oreshnik, desenvolvido pela Rússia, atingiu a cidade de Lviv, na Ucrânia. O ataque não causou vítimas e não teve como alvo instalações militares, indicando que seu propósito era mais coercitivo do que destrutivo. Esse uso do míssil, que carrega a capacidade nuclear, levanta preocupações sobre a escalada da tensão na região.
Especialistas afirmam que o ataque representa uma estratégia de coerção, destinada a pressionar tanto a Ucrânia quanto seus aliados ocidentais. O general aposentado Mick Ryan destacou que a Rússia busca reafirmar sua posição como uma potência, especialmente diante de recentes derrotas em conflitos. O Oreshnik, lançado do campo de testes Kapustin Yar, foi projetado para ser uma arma de terror, não visando alvos militares, mas sim criando um clima de instabilidade e medo.
As implicações desse ataque são significativas, pois refletem a crescente crise econômica da Rússia e sua necessidade de mostrar força. A resposta da comunidade internacional e a capacidade da Ucrânia de se defender contra esse tipo de armamento serão cruciais para o futuro do conflito. Com a incerteza em torno das intenções russas, analistas alertam que esse tipo de ação pode resultar em uma escalada maior nas hostilidades.

