No último dia 3 de janeiro, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, denunciou uma operação militar dos Estados Unidos que resultou na morte de diversos membros da equipe de segurança do presidente deposto Nicolás Maduro, além de civis inocentes. Padrino qualificou essa ação como um “assassinato frio e deliberado” e pediu a restauração imediata da autoridade de Maduro e sua família.
Fontes diplomáticas indicam que a operação, considerada uma das mais complexas realizadas pelo governo americano, foi planejada por meses e contou com a Força Delta do Exército dos EUA. A ação recebeu a aprovação final do presidente Donald Trump, que acompanhou o monitoramento em tempo real da operação a partir de sua residência na Flórida. O ministro Padrino também mobilizou a força militar nacional, alertando sobre a possibilidade de agressões semelhantes em outros países da região.
A operação provocou um intenso debate sobre a soberania e a intervenção americana na América Latina, com autoridades venezuelanas descrevendo-a como um reflexo da “ambição colonialista” dos EUA. Especialistas apontam que, mesmo com a captura de Maduro, o futuro político da Venezuela permanece incerto, dependente de negociações complexas e do controle sobre grupos armados que ainda atuam no país.

