O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou vista em 101 julgamentos relacionados aos atos golpistas ocorridos em 8 de Janeiro, interrompendo a análise dos casos desde o final de outubro do ano passado. Essa interrupção abrange processos que incluem decisões sobre mérito, recebimento de denúncias e recursos, refletindo a busca de Fux por uma posição coerente em relação a outros votos já proferidos no tribunal.
Fux justificou seus pedidos por meio da Secretaria de Imprensa do STF, afirmando a necessidade de adequar sua análise à posição de outros ministros. Embora a maioria dos casos já tenha uma decisão formada, a ausência do voto de Fux impede o fechamento dos julgamentos. O tempo máximo para um pedido de vista é de 90 dias, o que pode impactar a agilidade do processo judicial em andamento.
Essa mudança na postura de Fux acontece após sua atuação na Primeira Turma do STF, onde ele divergiu do relator, o ministro Alexandre de Moraes, em várias condenações. A sequência de pedidos de vista revela uma nova fase em sua abordagem sobre os eventos de 8 de Janeiro, especialmente após sua defesa pela absolvição de alguns réus durante julgamentos cruciais, como no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro.

