No último sábado (3), durante um ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos em Caracas, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou que muitos membros da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foram mortos a sangue frio. Em um vídeo divulgado, Padrino, cercado por oficiais das Forças Armadas, expressou sua indignação e não forneceu detalhes sobre nomes ou números das vítimas.
Padrino também exigiu a liberação de Maduro, que foi capturado e levado para Nova York sob a acusação de narcoterrorismo. O ataque militar é considerado uma intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina, evocando memórias de ações passadas, como a invasão do Panamá em 1989. Críticos da ação argumentam que ela visa afastar a Venezuela de aliados como China e Rússia, além de buscar maior controle sobre as vastas reservas de petróleo do país.
A situação atual levanta questões sobre as repercussões geopolíticas do ataque e o futuro da Venezuela sob pressão externa. Especialistas já questionam as alegações dos EUA sobre um suposto cartel de drogas liderado por Maduro, sugerindo que a falta de provas reflete interesses estratégicos maiores. O desdobramento deste evento poderá impactar não apenas a política interna da Venezuela, mas também suas relações internacionais e a dinâmica regional na América Latina.

