O Ministério da Saúde do Brasil não aprovou o pedido da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estabelecer uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo com a farmacêutica Takeda para a fabricação da vacina Qdenga. A decisão foi anunciada em 10 de janeiro de 2026, e a pasta argumentou que a proposta não atendia aos requisitos mínimos para participar do programa, especialmente no que se refere à produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) no país.
Segundo a Fiocruz, a produção da vacina exigiria tecnologias que já são utilizadas para outras vacinas, limitando a capacidade de fabricar o IFA necessário. A fundação admitiu que não havia espaço suficiente para a produção integral da vacina, o que contraria os princípios do programa de parcerias do governo. Assim, a Fiocruz não planeja realizar um novo pedido ao Ministério da Saúde, o que inviabiliza a fabricação local do imunizante.
A Takeda, por sua vez, declarou estar disposta a dialogar com o governo para buscar soluções que ampliem o acesso à vacina. Embora a vacina Qdenga já esteja disponível para adolescentes entre 10 e 14 anos no Brasil, a rejeição da fabricação local levanta preocupações sobre a capacidade de imunização em um cenário onde a demanda é crescente. O governo havia projetado a entrega de 18 milhões de doses entre 2026 e 2027, mas agora a situação demanda uma reavaliação das estratégias de vacinação.

