Em 12 de janeiro de 2026, o Ministério da Saúde do Brasil anunciou que não irá incorporar a vacina recombinante contra herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão, publicada no Diário Oficial da União, foi fundamentada em uma análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que avaliou a relação custo-efetividade do imunizante para idosos e imunocomprometidos.
A vacina, que oferece maior proteção em comparação à versão anterior, foi considerada relevante, mas seu alto custo, estimado em mais de R$ 5,2 bilhões ao longo de cinco anos, levou à recomendação de não incorporação. Apesar de estar disponível apenas na rede privada por cerca de R$ 700 por dose, a expectativa era que sua inclusão no SUS fosse reavaliada caso novas informações surgissem.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) ressaltou que a decisão não reflete a ineficácia da vacina, mas sim limitações orçamentárias do SUS. A discussão sobre a introdução do imunizante poderá ser retomada futuramente, especialmente se houver negociações que possibilitem uma redução de preço, permitindo uma possível inclusão gradual no programa de vacinação pública.

