Na última sessão, os contratos de minidólar (WDOG26), com vencimento em fevereiro, fecharam em queda de 0,60%, a 5.386,5 pontos. O recuo do dólar interrompeu uma sequência de altas, refletindo uma melhora no apetite por risco, apesar da moeda americana permanecer forte em relação a outras divisas. A redução das tensões geopolíticas e a confirmação de que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, não será demitido, ajudaram a aliviar os prêmios de risco no mercado.
O impacto do noticiário doméstico foi limitado, com o câmbio reagindo mais a fatores externos e ajustes de fluxo. O mercado brasileiro acompanhou um tom mais construtivo, mas os traders de dólar permanecem atentos às falas políticas e à agenda econômica dos EUA, que continuam a ser fundamentais para a direção e a volatilidade do mercado no curto prazo. A atuação pontual do Banco Central do Brasil também é considerada, embora não tenha gerado grande impacto até o momento.
Analisando os gráficos técnicos, o minidólar sinaliza uma fragilidade, fechando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para uma recuperação consistente, será essencial romper a resistência em 5.446/5.452 pontos. Caso contrário, a perda do suporte em 5.372,5/5.360 pontos pode intensificar a pressão de venda, levando a novos testes em patamares inferiores.

