O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) encerrou 2025 com um orçamento recorde de R$ 180 bilhões, configurando-se como um dos principais motores da política habitacional do governo federal. Com uma forte adesão popular, a iniciativa contratou aproximadamente 1,9 milhão de moradias até o momento, com a meta de alcançar 3 milhões até o final de 2026, refletindo um impacto significativo no mercado imobiliário e na geração de empregos.
Em 2025, o MCMV não apenas focou nas classes de menor renda, mas também ampliou sua atuação para a classe média, com a criação da Faixa 4, destinada a famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Essa nova faixa permite financiamento de imóveis de até R$ 500 mil, com condições mais vantajosas que as do crédito imobiliário convencional, em um cenário de juros ainda elevados. A Caixa Econômica Federal começou a operar essa linha, prevendo beneficiar milhares de famílias já no início de 2026.
Para o próximo ano, o governo planeja manter o orçamento robusto do programa e realizar ajustes nos subsídios por família, que podem chegar a R$ 65 mil. Além disso, a expansão das parcerias público-privadas e o fortalecimento da Faixa 4 são destacados como prioridades. No entanto, a continuidade do sucesso do programa dependerá do desempenho da economia e da capacidade de execução dos recursos alocados.

