O minério de ferro se aproxima de US$ 110 por tonelada, atingindo o maior preço desde outubro de 2024, sustentado por estímulos econômicos da China e uma redução nos embarques da Austrália e Brasil. As siderúrgicas chinesas, com estoques baixos, contribuem para a pressão nos preços, embora a avaliação de analistas indique poucos espaços para novas altas, dada a fragilidade dos fundamentos e a crise no setor imobiliário da China.
As ações da Vale (VALE3) também se beneficiaram desse cenário, iniciando 2026 com uma valorização de 9,67%, após um impressionante ganho de 48,01% em 2025. O papel da mineradora continua a renovar máximas históricas, o que reflete uma tendência positiva no curto prazo. Contudo, a análise técnica sugere que o movimento atual pode estar em uma fase de sobrecompra, o que levanta preocupações sobre possíveis correções futuras.
Embora o panorama para o minério e as ações da Vale seja otimista, os investidores devem estar cientes dos riscos associados a um ambiente macroeconômico desafiador. A projeção para o minério de ferro em 2026 varia entre US$ 95 e US$ 105 por tonelada, sugerindo que o recente aumento pode ser temporário. Assim, o mercado deve monitorar de perto os níveis de suporte e resistência para entender melhor os próximos movimentos de preços.

