Os contratos futuros da prata atingiram um recorde histórico de 95 dólares a onça, enquanto o ouro subiu para 4.678 dólares, com ambas as commodities apresentando desempenho excepcional nos últimos 12 meses. Empresas de mineração, como a Aura, mostraram um crescimento impressionante, com suas ações subindo 340%, superando o aumento de preços dos metais preciosos e beneficiando-se da valorização do real frente ao dólar.
Analistas observam que o aumento nos preços da prata não é apenas resultado de fatores fundamentais, mas também de uma mecânica de mercado que gera um ‘short squeeze’, forçando investidores a comprar ativos, o que eleva ainda mais os preços. Em contrapartida, a Vivara, que se beneficiou da alta dos metais e viu suas ações crescerem mais de 40% em um ano, enfrenta a necessidade de manter a demanda no varejo para transformar seu estoque valorizado em lucro, especialmente em um cenário econômico desafiador para os brasileiros.
Apesar dos desafios, a perspectiva para a Vivara permanece positiva, com analistas destacando a proteção de margem e a vantagem competitiva que a empresa adquiriu ao antecipar a compra de metais. O Citi Bank recomendou a compra das ações da Vivara, prevendo um crescimento contínuo para o setor de joias, mesmo com a desaceleração do PIB brasileiro prevista para 2026. A companhia deve navegar por um período de correção técnica no curto prazo, após um significativo aumento em seu valor de mercado.

