O presidente argentino, Javier Milei, implementou uma reestruturação da Secretaria de Inteligência do Estado (Side) nesta sexta-feira (2), conferindo novos poderes à instituição, incluindo a capacidade de deter pessoas. O decreto foi publicado no diário oficial e visa redefinir as competências e estrutura do órgão, além de permitir operações de Inteligência com caráter encoberto.
A Side comunicou que a reforma tem como objetivo proteger o Estado argentino de ações de espionagem e ingerência externa. No entanto, a oposição, composta por um bloco multipartidário de deputados, manifestou preocupações sobre a possibilidade de os serviços de Inteligência se transformarem em uma polícia secreta, o que poderia gerar práticas de vigilância indevida e abusos de poder.
Além disso, legisladores da oposição, incluindo o deputado peronista Agustín Rossi, advertiram que a nova estrutura poderia habilitar as forças armadas a realizar atividades de Inteligência doméstica. Rossi enfatizou a intenção de seu bloco de trabalhar no Congresso para reverter o decreto, o que exigiria um repúdio em ambas as câmaras legislativas do país.

