Michelle Bolsonaro intensificou seus esforços para assegurar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, atualmente detido, com o intuito de melhorar sua saúde e reduzir a influência de seus filhos na política. Nos últimos dias, ela tem se reunido com ministros do Supremo Tribunal Federal para discutir a possibilidade de um tratamento mais humanitário, semelhante ao concedido a outros ex-presidentes, como Fernando Collor, que também enfrentou questões de saúde durante a detenção.
A ex-primeira-dama argumenta que a saúde deteriorada de Bolsonaro pode justificar essa mudança, destacando que sua morte na prisão seria uma carga insuportável para o STF. Essa abordagem, no entanto, contrasta com a postura do ministro Alexandre de Moraes, que aponta o histórico de Jair Bolsonaro com violações das regras de prisão como um obstáculo significativo para sua transferência para um regime domiciliar.
Além das questões de saúde, aliados de Bolsonaro expressam preocupação com o impacto político dessa situação. Eles acreditam que a prisão domiciliar permitiria ao ex-presidente influenciar mais diretamente as eleições e as articulações políticas, que atualmente são conduzidas por seus filhos, Flávio, Eduardo e Carlos, sem a supervisão de Bolsonaro, o que causa frustração em Michelle.

