Neste domingo, 25 de janeiro de 2026, os cidadãos de Mianmar participaram da última fase das eleições legislativas sob a supervisão da junta militar. O Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (PUSD), considerado um aliado do regime, é cotado como o grande vencedor do pleito, que foi amplamente criticado como uma manobra para legitimar o poder militar após o golpe de Estado de 2021.
As eleições, que se estenderam por um mês, ocorreram em um clima de desconfiança e insegurança, com muitos cidadãos expressando ceticismo sobre a real possibilidade de mudança. Embora a junta militar afirme que o processo eleitoral é um passo em direção à democracia, vastas áreas controladas por grupos rebeldes não participaram do pleito, e o partido da ex-líder Aung San Suu Kyi, que está detida, foi dissolvido.
Com a expectativa de resultados oficiais ainda esta semana, analistas destacam que a votação foi uma tentativa dos militares de conferir uma aparência de legitimidade ao seu governo. O chefe da junta, Min Aung Hlaing, não descartou a possibilidade de se candidatar à presidência, o que pode intensificar a tensão política no país já devastado pela guerra civil e pela crise humanitária.

