O Mercosul e a União Europeia firmarão um acordo no próximo sábado, 17 de janeiro, em Assunção, Paraguai, estabelecendo um marco significativo para uma zona de livre comércio global. Com essa iniciativa, os blocos buscam uma ‘terceira via’ comercial entre as potências dos Estados Unidos e da China, embora enfrentem protestos de agricultores e empresários da Europa e da América do Sul, preocupados com as consequências do pacto.
A assinatura do acordo, que eliminaria tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral, foi negociada desde 1999 e representa 30% do PIB mundial. Enquanto a Comissão Europeia tenta mitigar a resistência interna, o tratado poderá facilitar a entrada de produtos sul-americanos na Europa, ao mesmo tempo em que abre o mercado europeu para exportações de automóveis e vinhos. A pressão de setores agrícolas e industriais, preocupados com o impacto econômico, continua a ser um desafio significativo.
Após a assinatura, o acordo precisará ser ratificado por cada país do Mercosul e pelo Parlamento Europeu, onde a aprovação não é garantida. A resistência de agricultores europeus, temerosos de uma competição desleal, e as incertezas quanto ao impacto na indústria sul-americana, especialmente na automotiva, destacam a complexidade do cenário. Assim, o sucesso do acordo dependerá de negociações adicionais para equilibrar os interesses de ambos os lados.

