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Mercado vê incertezas sobre acesso das empresas dos EUA ao petróleo venezuelano

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Os preços do petróleo fecharam em alta na segunda-feira, refletindo a desconfiança do mercado sobre a capacidade das empresas norte-americanas de acessar rapidamente as vastas reservas de petróleo da Venezuela após a queda do presidente Nicolás Maduro. O barril de Brent do Mar do Norte, com entrega em março, subiu 1,66%, enquanto o West Texas Intermediate, para entrega em fevereiro, registrou uma alta de 1,74%. Essas variações de preço indicam uma reação imediata às mudanças políticas na Venezuela.

Apesar das declarações do presidente dos Estados Unidos sobre a possibilidade de exploração das reservas venezuelanas, especialistas alertam que a realidade é mais complexa. Com reservas comprovadas superiores a 303 bilhões de barris, a produção atual da Venezuela gira em torno de um milhão de barris por dia, e as necessidades de investimento para aumentar essa produção são enormes. Além disso, a qualidade do petróleo venezuelano apresenta desafios para algumas refinarias, limitando a capacidade de exploração das empresas americanas.

A incerteza política e os possíveis riscos de segurança no país também fazem com que as companhias petrolíferas adotem uma postura cautelosa. Embora um eventual levantamento do embargo possa ser visto como um fator positivo, os analistas destacam que um aumento significativo na produção pode pressionar os preços para baixo, afetando a lucratividade das empresas. Assim, o panorama futuro do petróleo venezuelano permanece nebuloso, com muitas variáveis em jogo.

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