Nesta sexta-feira, 30, o mercado financeiro brasileiro registrou uma leve alta nas taxas de juros futuros, interrompendo uma sequência de sete sessões de queda. O aumento foi impulsionado por dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos que superaram as expectativas, além da indicação de um novo presidente para o Banco Central americano, que reforçou as expectativas de um cenário de juros mais rígidos. A taxa de desemprego no Brasil também atingiu um novo recorde de baixa, embora tenha tido impacto secundário na elevação das taxas de juros locais.
Especialistas apontam que a alta nas taxas de juros futuros reflete, principalmente, a pressão externa, com a curva de juros ainda acumulando reduções significativas ao longo da semana. A nomeação de Kevin Warsh para liderar o Federal Reserve foi vista como uma escolha positiva, o que fortaleceu o dólar e impactou o mercado de renda fixa brasileiro. Apesar das oscilações, a confiança no mercado local permanece alta, com investidores estrangeiros demonstrando interesse em ativos brasileiros, como LFT e LTN.
O mercado aguarda a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada na próxima terça-feira, como um fator potencialmente decisivo para as taxas de juros futuras. A expectativa é de que o documento possa indicar um corte na Selic, com analistas apontando uma probabilidade de 68% de uma redução de 0,5 ponto na próxima reunião. A combinação de fatores externos e a confiança na recuperação econômica do Brasil sugerem que o cenário para os ativos de risco deve continuar positivo.

