A captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, em decorrência de ataques aéreos dos EUA, levantou preocupações sobre a estabilidade do mercado de petróleo. No entanto, especialistas afirmam que a infraestrutura petrolífera do país permanece intacta, com instalações chave como o porto de Jose e a refinaria de Amuay operando normalmente. Apesar de a Venezuela ter visto sua produção cair drasticamente nas últimas duas décadas, gerando apenas menos de 1% da oferta global, a reação do mercado tem sido relativamente tranquila.
Analistas destacam que, mesmo diante da pressão crescente sobre o regime de Maduro e das sanções impostas pelos EUA, a demanda global deve continuar a ser suprida. A previsão é de que a oferta mundial de petróleo exceda a demanda em 3,8 milhões de barris por dia em 2026, um excesso considerado recorde. Embora a situação atual no país seja tensa, a perspectiva de aumento da produção pela OPEP+ e a normalização no comércio internacional podem mitigar impactos significativos no setor.
As incertezas sobre o futuro da indústria petrolífera da Venezuela aumentam, especialmente após a declaração de Donald Trump sobre a reconstrução do setor. Com a captura de Maduro, surgem dúvidas sobre a viabilidade de um retorno à produção plena, considerando o histórico de nacionalizações e a resistência de grandes empresas. O cenário atual sugere que, enquanto a infraestrutura se mantém, a recuperação da produção petrolífera dependerá de fatores políticos e econômicos complexos.

