Mais de duas semanas após o prazo estipulado para a divulgação completa dos arquivos do criminoso sexual Jeffrey Epstein, autoridades do Departamento de Justiça dos EUA relataram que menos de 1% dos materiais foi liberado. Em uma atualização para um juiz federal, os promotores informaram que mais de dois milhões de documentos ainda estão em várias fases de revisão e redatação, com apenas cerca de 12.285 documentos liberados até o momento.
Os oficiais do DOJ enfrentam críticas por não ter cumprido o prazo de 19 de dezembro, quando uma liberação inicial incompleta foi feita. A revisão dos documentos restantes é um grande desafio, com cerca de 400 advogados dedicando uma parte significativa de seu tempo para atender à lei aprovada em novembro, que exige a divulgação dos materiais. Além disso, mais de 100 analistas de documentos especialmente treinados ajudarão na revisão, visando proteger as identidades das vítimas mencionadas nos arquivos.
A situação levanta preocupações sobre a transparência do DOJ e o tratamento das vítimas, especialmente à medida que legisladores, como o líder da minoria no Senado, criticam a falta de informações detalhadas sobre figuras políticas mencionadas nos arquivos. A expectativa é que novos documentos sejam liberados nas próximas semanas, mas a incerteza quanto ao cronograma completo de divulgação persiste, levantando questões sobre a eficácia do processo de revisão e a responsabilidade do governo.

