Menino equatoriano detido nos EUA apresenta sinais de depressão, diz congressista

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Um menino equatoriano de cinco anos, detido pela polícia migratória nos Estados Unidos, foi descrito como “deprimido e triste” pelo congressista Joaquín Castro, que o visitou em um centro de detenção no Texas. A detenção ocorreu em Minneapolis durante operações anti-imigração em janeiro, quando o menino, identificado como Liam Conejo Ramos, foi levado sob custódia junto com seu pai, Adrián Conejo Arias.

Durante a visita, Castro expressou preocupação com a saúde mental da criança, que, segundo o pai, não é mais a mesma desde a detenção. Liam, que usava um gorro azul e uma mochila do Homem-Aranha, foi uma das muitas vítimas das recentes operações migratórias que resultaram na morte de dois cidadãos americanos. A situação da família é complexa, pois ambos estão no país de forma legal e têm um processo pendente na justiça.

Um juiz federal decidiu bloquear temporariamente a deportação de Liam e de seu pai, impedindo também a transferência deles para outro centro de detenção. A detenção gerou protestos em frente ao local, que foram dispersados pelas autoridades com o uso de gás lacrimogêneo. A situação exemplifica as tensões em torno das políticas de imigração nos Estados Unidos, especialmente sob a administração anterior, e levanta questões sobre o tratamento de famílias migrantes no país.

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