A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, expressou sua desaprovação em relação às tarifas de 10% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre países europeus que contribuíram com tropas para a segurança na Groenlândia. Durante uma viagem à Coreia do Sul, Meloni ressaltou a necessidade de diálogo para evitar a escalada das tensões no Ártico, que começou após o anúncio das tarifas, programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro.
Meloni explicou que, em conversas recentes com Trump, houve um mal-entendido sobre as intenções dos países europeus, que não devem ser vistas como uma postura antiamericana. Ela também mencionou que se reunirá com outros líderes europeus e que uma reunião no Conselho Executivo Europeu poderá ser convocada para discutir a situação. O impacto das tarifas é amplamente discutido, com a possibilidade de ações coordenadas por parte da União Europeia, especialmente a partir da França.
O governo francês, sob a liderança de Emmanuel Macron, pode ativar o Instrumento Anticoerção da UE, uma medida criada para responder a pressões econômicas externas. Essa situação reflete a crescente preocupação com a segurança no Ártico e o interesse estratégico dos EUA na Groenlândia, uma região rica em recursos naturais. O desenrolar dos eventos pode moldar as relações entre a Europa e os Estados Unidos, à medida que as nações buscam um caminho diplomático para resolver a crise.

