O megavazamento de dados que afetou cerca de 220 milhões de brasileiros em 2021 agora está sendo tratado pela Justiça inglesa. No início de janeiro, uma ação coletiva foi apresentada contra a Serasa Experian, que é acusada de ser responsável pela exposição de informações sensíveis de clientes, tanto vivos quanto falecidos. A Procuradoria Federal do Brasil se tornou coautora em uma ação civil pública para buscar indenizações relacionadas ao caso.
Apesar de a Serasa afirmar que não foi citada na ação inglesa e que não houve invasão em seus sistemas, o processo se justifica pela conexão da empresa com o grupo econômico Experian, cuja sede está no Reino Unido. De acordo com o advogado responsável pelo caso, a ação na Inglaterra é separada e não concorrente às demandas no Brasil, permitindo que indivíduos afetados avancem em busca de reparação. Até agora, mais de 25 mil pessoas expressaram interesse em participar da ação, que requer a apresentação de documentos de identificação para a verificação da elegibilidade.
A próxima etapa do processo envolve a citação das rés para que apresentem suas defesas. Embora ainda não se tenha uma previsão clara sobre quando uma decisão será proferida, o advogado mencionou que, se houver um acordo, o desfecho poderá ser acelerado. A Serasa, por sua vez, reafirma seu compromisso com a proteção de dados e refuta as alegações de responsabilidade pelo vazamento, destacando que análises técnicas independentes corroboram sua posição.

