Megavazamento de dados da Serasa chega à Justiça britânica

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Em janeiro de 2026, um megavazamento de dados que comprometeu informações de aproximadamente 220 milhões de brasileiros, tanto vivos quanto falecidos, foi levado à Justiça da Inglaterra. A ação coletiva, direcionada contra a Serasa Experian, foi apresentada por indivíduos afetados, apontando a empresa como responsável pelo vazamento, de acordo com o Ministério Público Federal. O processo, que ainda está em andamento, segue na 22ª Vara Cível Federal de São Paulo enquanto a investigação prossegue.

A Serasa, por sua vez, declarou que não foi citada na ação e negou qualquer invasão em seus sistemas, afirmando que as análises técnicas realizadas não indicam que o vazamento teve origem em suas bases de dados. A demanda inglesa, segundo Andrew Short, sócio do escritório que representa os demandantes, não interfere nas ações no Brasil, já que os interessados na Inglaterra não buscaram reparação localmente. Até o momento, mais de 25 mil pessoas manifestaram interesse em participar do processo, que foca exclusivamente em dados de pessoas físicas.

As implicações desse megavazamento são sérias, colocando em risco a privacidade de uma grande parte da população brasileira. A Ordem dos Advogados do Brasil já havia solicitado uma investigação sobre o caso em 2021, dada a gravidade da violação. O desdobramento da ação na Inglaterra poderá definir um novo padrão para a responsabilização de empresas em casos de vazamento de dados, além de potencialmente resultar em compensações financeiras para os afetados, dependendo do resultado judicial.

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