O médico Ahmed Muhanna, renomado consultor em cuidados de emergência, foi libertado após 665 dias em prisões israelenses. Ao retornar à Gaza, ele encontrou sua cidade natal em ruínas, uma realidade que o deixou em lágrimas. A expectativa de rever sua família e sua casa foi ofuscada pela devastação que testemunhou ao longo do trajeto até seu hospital, o al-Awda.
Durante sua detenção de 22 meses, Muhanna e outros prisioneiros foram totalmente isolados do mundo exterior, sem acesso a informações sobre o que ocorria em Gaza. Essa desconexão fez com que o impacto da destruição fosse ainda mais profundo, uma vez que ele não tinha como imaginar a realidade. Ao descrever o momento de sua chegada, ele afirmou que a cena “fez sua pele arrepiar” e seu coração apertar, refletindo a dor de um retorno inesperado e trágico.
A situação em Gaza, marcada por destruição e sofrimento, levanta questões sérias sobre a assistência humanitária e o futuro da saúde na região. O testemunho de Muhanna destaca não apenas a tragédia individual, mas também a necessidade urgente de respostas e soluções para a crise. O impacto de sua volta e as condições em que ele encontrou a cidade sugerem que a recuperação será um desafio significativo para os profissionais de saúde e para a população local.

