Em 3 de janeiro, o chanceler Mauro Vieira interrompeu suas férias para engajar em um frenesi diplomático, após a operação militar dos Estados Unidos que capturou Nicolás Maduro na Venezuela. Ele contactou autoridades de treze países e organismos internacionais, buscando apresentar a perspectiva brasileira sobre a crise venezuelana em meio a um clima de acirramento geopolítico.
As conversas, muitas das quais solicitadas por líderes estrangeiros, visavam obter informações diretas do Brasil, o maior país da América do Sul. Vieira, que já foi um dos principais responsáveis pela política externa do país, teve um papel fundamental no primeiro pronunciamento do presidente Lula sobre a operação e na comunicação com a vice-presidente venezuelana, agora presidente em exercício.
A atuação de Vieira é vista por alguns como um retorno à excelência da chancelaria brasileira, contrastando com a postura do ex-ministro Celso Amorim. Diplomatas defendem que, sob sua liderança, o Brasil tem buscado se posicionar como um ator relevante nas questões venezuelanas, incluindo esforços para garantir eleições justas e lidar com as tensões geopolíticas decorrentes da crise.

