A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, fez headlines ao presentear sua medalha do Prêmio Nobel da Paz a Donald Trump durante uma reunião na Casa Branca, na quinta-feira. O gesto, que ocorre em um momento crítico para a política venezuelana, foi justificado por Machado como uma homenagem ao ex-presidente, que ela acredita merecer o prêmio. A medalha, que Machado recebeu em dezembro de 2025, simboliza não apenas uma conquista pessoal, mas um apelo à democratização do país.
A doação gerou controvérsias, especialmente na Noruega, onde o Nobel da Paz é tradicionalmente reconhecido. Políticos noruegueses expressaram descontentamento, enfatizando que o prêmio e o laureado são inseparáveis, conforme esclarecido pelo comitê do Nobel. Este episódio levanta questões sobre a validade e o valor de tais prêmios quando os laureados optam por transferir simbolicamente suas honrarias a terceiros.
Enquanto a situação política na Venezuela continua a se desdobrar, a ação de Machado pode influenciar a percepção pública sobre seu papel e o futuro da oposição no país. A crítica e a defesa em torno do gesto refletem as complexidades do ativismo político e das honrarias internacionais. O impacto dessa decisão, tanto para Machado quanto para as relações entre os EUA e a Venezuela, permanece a ser visto nos próximos meses.

