O renomado autor de novelas Manoel Carlos faleceu no último sábado, 10, aos 92 anos, deixando uma marca indelével na teledramaturgia brasileira. Conhecido por abordar temas sociais relevantes, ele conquistou o público com histórias que exploravam relacionamentos abusivos e problemas cotidianos, ao mesmo tempo em que gerou polêmicas com suas decisões criativas e o impacto delas no cotidiano da sociedade.
Ao longo de sua trajetória, produções como ‘Mulheres Apaixonadas’ e ‘Páginas da Vida’ foram alvo de críticas tanto por suas narrativas quanto por situações nos bastidores, que incluíam descontentamento entre os atores e problemas logísticos em gravações. A última novela, ‘Em Família’, enfrentou forte rejeição, e rumores sobre a saúde do autor levantaram questionamentos sobre seu futuro na TV Globo, culminando em sua saída em 2015.
A morte de Manoel Carlos deixa um legado complexo que será debatido por críticos e fãs da teledramaturgia. Sua capacidade de provocar discussões sobre questões sociais relevantes contrasta com as dificuldades enfrentadas durante sua carreira, revelando a dualidade entre a arte e os desafios da produção televisiva. O impacto de suas obras continua a ressoar, influenciando novas gerações de autores e a própria indústria da televisão.

