Erfan Soltani, um manifestante de 26 anos, foi condenado à morte no Irã e terá sua execução realizada nesta quarta-feira, 14. Ele foi preso em 8 de janeiro durante protestos e permanece detido sem acesso a um advogado. A informação foi divulgada pela Organização Hengaw, que também notificou os familiares sobre a execução iminente.
O jovem foi detido no distrito de Fardis, em Karaj, e sua família não teve notícias sobre sua localização por três dias. A situação se agravou quando oficiais iranianos confirmaram a pena de morte e a falta de um processo formal. O ativista político exilado, Ebrahim Allah-Bakhshi, foi o primeiro a noticiar a execução nas redes sociais, suscitando a indignação de grupos de direitos humanos.
Esse caso levanta questões sérias sobre o uso de julgamentos sumários no Irã e a repressão a vozes dissidentes. A pressão sobre a família de Erfan é intensa, com relatos de ameaças a advogados que tentaram assumir sua defesa. O cenário representa um desafio crescente à comunidade internacional, que debate a necessidade de intervenções mais efetivas em prol dos direitos humanos no país.

