No último sábado (3), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram alvo de novas acusações de narcoterrorismo e importação de cocaína para os Estados Unidos. O anúncio foi feito pela procuradora-geral americana, Pam Bondi, poucas horas após uma operação militar que retirou o casal da Venezuela. As acusações foram formalizadas em um tribunal federal de Nova York, que inclui outros altos funcionários do governo venezuelano.
As novas alegações ampliam um processo que já vinha sendo investigado desde 2020, mas que agora inclui Cilia Flores, cujo nome não havia sido associado anteriormente ao caso. Além do casal, os documentos judiciais mencionam o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e outros indivíduos. As acusações indicam que eles teriam colaborado com guerrilhas colombianas e cartéis de drogas para enviar grandes quantidades de cocaína aos Estados Unidos.
A procuradoria dos Estados Unidos afirmou que Maduro e Flores enfrentarão a Justiça americana em território dos EUA, onde devem comparecer perante um tribunal. Em agosto, o Departamento de Justiça havia anunciado uma recompensa de 50 milhões de dólares pela captura de Maduro e seu ministro do Interior. O desdobramento dessas acusações poderá intensificar ainda mais as tensões entre os Estados Unidos e o regime venezuelano.

