Nicolás Maduro, ex-motorista de ônibus e presidente da Venezuela, foi capturado pelo Pentágono em um ataque aéreo realizado em Caracas, no dia 3 de janeiro. O líder, que ocupou a presidência por três mandatos, ficou conhecido por sua repressão violenta e por mergulhar o país em uma crise econômica severa, com a inflação superando 500% e uma significativa migração em massa. Sua trajetória política começou ainda na infância, impulsionada por seu pai, economista e fundador de partidos socialistas.
Maduro, que se tornou um aliado próximo de Hugo Chávez, enfrentou grandes desafios políticos durante seu governo, incluindo eleições contestadas em 2018 e 2023. A sua última vitória eleitoral foi marcada por acusações de ilegitimidade, especialmente após a inelegibilidade de sua principal oponente, líder do partido de oposição. A captura de Maduro e sua esposa, Cília Flores, foi anunciada em meio a uma campanha de pressão dos Estados Unidos, que incluía recompensas financeiras e deslocamentos de forças militares na região.
A saída de Maduro representa um ponto de inflexão na política venezuelana, deixando para trás uma situação delicada com mais de mil presos políticos, entre eles o trabalhador humanitário italiano Alberto Trentini. A transição de poder é cercada de incertezas, levando a especulações sobre os próximos passos para a Venezuela e a possibilidade de uma nova era política após anos de regime autoritário. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa crise.

