Na última sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a nomeação de Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro interino da Justiça e Segurança Pública. A exoneração de Ricardo Lewandowski foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, indicando que a escolha do sucessor definitivo poderá demorar. Lula também considera a criação de uma pasta exclusiva para a Segurança Pública, uma medida que aguarda avaliação sobre suas condições.
A saída de Lewandowski desencadeou uma intensa disputa no interior do Partido dos Trabalhadores (PT) por duas vagas que podem ser criadas. Entre os principais candidatos estão o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Carvalho. A deputada Delegada Adriana Accorsi e o secretário de Segurança do Piauí, Francisco Lucas Veloso, são outras opções em consideração, com apoio de figuras políticas relevantes como o governador Rafael Fonteles.
A escolha de um novo ministro pode ter implicações significativas para a composição política do governo, especialmente com a proximidade das eleições de outubro. Aproximadamente 20 dos 38 ministros atuais devem deixar seus cargos para concorrer, o que aumenta a pressão sobre Lula para formar uma equipe estável. Além disso, a situação do senador Rodrigo Pacheco, que pode migrar de partido e ainda é cogitado para a Justiça, acrescenta mais complexidade ao cenário político atual.

