O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que encerra um longo processo de negociações que se estende por 26 anos, será assinado no próximo sábado (17) no Paraguai. O tratado recebeu apoio de 21 dos 27 países da UE e visa eliminar tarifas altas que produtos brasileiros enfrentam na Europa, ao mesmo tempo em que reduz custos para bens industriais europeus no Mercosul.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para discutir a conclusão do acordo. Lula enfatizou que a assinatura representa um marco significativo para a economia brasileira, promovendo o crescimento e a reindustrialização. A aprovação do acordo foi facilitada por uma salvaguarda que permitirá monitoramento das importações do Mercosul.
No entanto, novos desafios podem surgir, pois o Parlamento Europeu deve votar uma resolução que pode encaminhar o tratado para o Tribunal de Justiça da UE, o que poderia atrasar sua implementação por até dois anos. A Polônia, um dos opositores do acordo, já sinalizou a possibilidade de contestar o tratado, preocupada com o impacto sobre sua produção agrícola. As próximas semanas serão cruciais para determinar o futuro do pacto, considerado o maior do século.

